terça-feira, 22 de novembro de 2011

Cursos do Blog - Termologia, Óptica e Ondas

Reflexão e Refração de Ondas

Borges e Nicolau

Reflexão de ondas

Quando uma onda sofre  reflexão, a frequência, a velocidade de propagação e o comprimento de onda não variam.

Justificando:
Como a frequência depende somente da fonte, concluímos que a frequência da onda incidente é a mesma da onda refletida. A velocidade de propagação da onda depende do meio no qual ela se propaga. Na reflexão não há mudança de meio, logo a velocidade de propagação da onda incidente é a mesma da onda refletida. Não havendo mudança na frequência e na velocidade de propagação, resulta que o comprimento de onda também não varia.

Reflexão de um pulso que se propaga numa corda tensa

Vamos analisar dois casos:

1º Caso: reflexão em uma extremidade fixa

Considere uma corda AB com a extremidade B fixa em um ponto de uma parede rígida. Um pulso produzido na extremidade A, ao atingir o ponto B sofre reflexão e volta “invertido” em relação ao pulso incidente.
Neste caso, dizemos que a reflexão ocorreu com inversão de fase.


2º Caso: reflexão em uma extremidade livre

Podemos imaginar este caso considerando a extremidade B da corda presa a um anel que pode deslizar, sem atrito, ao longo de um eixo vertical. O pulso incidente atinge o ponto B e o anel sobe. Ao descer produz um pulso refletido "não invertido" em relação ao pulso incidente.
Nesta situação, dizemos que a reflexão ocorreu sem inversão de fase.


Refração de ondas

Quando uma onda sofre refração, a frequência não varia. A velocidade de propagação e o comprimento de onda variam no mesmo sentido, isto é, onde a velocidade de propagação é maior o comprimento de onda também é maior.

Justificando:
Como a frequência depende somente da fonte, concluímos que a frequência da onda incidente é a mesma da onda refratada. A velocidade de propagação da onda depende do meio no qual ela se propaga. Na refração há mudança de meio, logo a velocidade de propagação da onda incidente é diferente da velocidade da onda refratada. De v = λ.f concluímos que o comprimento de onda da onda incidente é diferente do comprimento de onda da onda refratada.

Velocidade de propagação de uma onda transversal numa corda tensa

Considere uma corda de massa m e comprimento L e sob ação de uma  força de tração de intensidade F.
Densidade linear da corda é a grandeza μ definida pela relação entre a massa m da corda e o seu comprimento L:

μ = m/L 

A velocidade de propagação da onda na corda é dada por:

v = F/μ

Refração de um pulso que se propaga numa corda tensa

Considere o sistema constituído de duas cordas (1) e (2), de densidades lineares diferentes μ1 e μ2 com μ1 < μ2. Seja O o ponto de junção das cordas e F a intensidade da força de tração ao longo das cordas. A extremidade B está fixa. O pulso produzido na extremidade A propaga-se na corda (1) com velocidade v1 = √F/μ1. Ao atingir a junção O, parte do pulso passa a se propagar na corda (2), isto é, ocorre refração do pulso. Na corda (2) a velocidade de propagação é v2 = √F/μ2 e sendo μ1 < μ2 resulta v1 > v2


Na junção O, além da parte do pulso que se refrata, parte do pulso é refletido. O pulso refletido propaga-se com a mesma velocidade do pulso incidente. Observe que a reflexão ocorre com inversão de fase, pois o pulso incidente se propaga no sentido do meio (1) que é menos rígido para o meio (2), mais rígido.


Exercícios básicos
 

Exercício 1:
Assinale a proposição correta
I) Na reflexão a frequência, a velocidade de propagação e o comprimento de onda não variam.
II) Na refração a frequência não varia. A velocidade de propagação e o comprimento de onda variam na mesma proporção.
III) A reflexão de um pulso pode ocorre com ou sem inversão de fase.
IV) A refração de um pulso ocorre sem inversão de fase.

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Exercício 2:
Um pulso é produzido na extremidade A de uma corda tensa, em duas situações mostradas nas figuras. Na primeira a extremidade B é fixa e na segunda livre.
Faça duas figuras representando o pulso refletido em cada situação.


Resolução: clique aqui

Exercício 3:
Considere o sistema constituído de duas cordas (1) e (2), de densidades lineares diferentes λ1 e λ2 com λ1 = 1/4.λ2. Um pulso é produzido na extremidade A da corda tensa e na junção O sofre refração.
Determine a relação entre as velocidades de propagação v1/v2.


Resolução: clique aqui

Exercício 4:
Considere o sistema constituído de duas cordas (1) e (2), de densidades lineares diferentes, λ1 e λ2, com λ1 > λ2. O pulso produzido na extremidade A propaga-se na corda (1), atinge a junção O, e sofre refração e reflexão.


Faça uma figura representando os pulsos refratado e refletido.

Resolução: clique aqui

Exercício 5:
Um pulso com a forma indicada na figura abaixo é produzido na extremidade A de uma corda tensa, com a extremidade B fixa numa parede.


Das duas situações indicadas abaixo qual corresponde ao pulso refletido?


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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Respostas

Exercício 1 => Resolução:

a) A velocidade de translação do planeta é máxima no ponto A que é o ponto da trajetória mais próxima do Sol. Este ponto é chamado periélio.
b) A velocidade de translação do planeta é mínima no ponto B que é o ponto da trajetória mais afastada do Sol. Este ponto é chamado afélio.
c) De a para B a velocidade de translação diminui. O movimento é retardado.

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Exercício 2 => Resolução:

Pela segunda lei de Kepler, temos:
A1/Δt1 = A2/Δt2  =>  A1/2 = A2/5  => A1/A2 = 0,4 

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Exercício 3 => Resolução:

No intervalo de tempo Δt = T  a área varrida pelo planeta é a área de um círculo:
A = π.R2.
Assim, temos:

Vareolar = A/Δt  =>  Vareolar = π.R2/T

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Exercício 4 => Resolução:

T2Terra/R3Terra = T2Júpiter/R3Júpiter  =>  (1,0)2/R3Terra = T2Júpiter/(5,2.RTerra)3
T2Júpiter 140,6  => TJúpiter 11,9 anos terrestres 

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Exercício 5 => Resolução:

T12/R13 = T22/R23  =>  (T1/T2)2 = (R1/R2)3  =>  (T1/T2)2 = (4)3  => T1/T2 = 8

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Cursos do Blog - Mecânica

Gravitação

Johannes Kepler

Johannes Kepler (1571-1630), notável astrônomo e matemático alemão, estabeleceu a forma como os planeta se movem em torno do Sol. Oito são os planetas de nosso sistema solar, na seguinte ordem de distância ao Sol: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.

Kepler foi discípulo do astrônomo dinamarquês Tycho Brahe (1546–1601), tendo herdado precisas observações de seu mestre. Depois de muito estudo enunciou as três leis do movimento planetário, conhecidas hoje como Leis de Kepler.

Leis de Kepler

Primeira lei de Kepler ou lei das órbitas

As órbitas descritas pelos planetas são elipses, com o Sol ocupando um dos focos.

As órbitas descritas pelos planetas são elipses
 
Segunda lei de Kepler ou lei das áreas 

O segmento que une o centro do Sol ao centro do planeta descreve áreas proporcionais aos intervalos de tempo de percurso.

Assim, seja A a área varrida por um planeta num intervalo de tempo Δt.


Podemos escrever, de acordo com a segunda lei de Kepler:

A = K.Δt

K é uma constante de proporcionalidade que depende do planeta.

Observações:

• A relação A/Δt = K recebe o nome de velocidade areolar, sendo uma constante para cada planeta do sistema solar.
• A velocidade de translação de um planeta ao redor do Sol não é constante, sendo máxima quando o planeta está mais próximo do Sol (periélio) e mínima, quando mais distante (afélio).

As áreas varridas são proporcionais aos intervalos de tempo de percurso

Terceira lei de Kepler ou lei dos períodos

O quadrado do período de revolução, de cada planeta ao redor do Sol, é diretamente proporcional ao cubo do semi eixo  maior da correspondente trajetória.

Assim, seja T o período de revolução e R o semi eixo maior da elipse.


Podemos escrever, de acordo com a terceira lei de Kepler:

T2/R3 = constante

Esta constante depende da massa do Sol e da massa do planeta. Como a massa do planeta é muito menor do que a massa do Sol, considera-se que a constante depende somente da massa do Sol, sendo, portanto, a mesma para todos os planetas.


Deste modo, para a Terra e Marte, por exemplo, podemos escrever:

T2Terra/R3Terra = T2Marte/R3Marte

Observações:

• Se a órbita de um planeta for considerada circular, o semi eixo maior é o próprio raio da circunferência que constitui a órbita.
• As leis de Kepler são válidas de um modo geral para quaisquer corpos que gravitem em torno de um outro de massa muito maior.

Quanto maior o semi eixo maior da trajetória, maior é o período do planeta, isto é, maior é o seu ano. O período de Marte é de aproximadamente 1,881 ano terrestre. Já o período de Netuno é de 165,951 anos terrestres.

(Imagens: painéis do Museu Aeroespacial de Washington-DC fotografados por Nicolau Gilberto Ferraro.)

Exercícios básicos

Exercício 1:
Um planeta descreve em torno do Sol a trajetória indicada na figura:


a) Em qual dos pontos indicados a velocidade de translação do planeta é máxima? Qual é o nome dado a este ponto?
b) Em qual dos pontos indicados a velocidade de translação do planeta é mínima? Qual é o nome dado a este ponto?
c) O movimento do planeta de A para B é acelerado ou retardado? 


Resolução: clique aqui

Exercício 2:
A figura representa a órbita da Terra em torno do Sol. A área A1 é varrida em 2 meses e a área A2 em 5 meses. Qual é a relação entre as áreas A1/A2? 


Resolução: clique aqui

Exercício 3:
Um planeta descreve uma órbita circular de raio R. O período de translação do planeta é T. Calcule em função de R e T a velocidade areolar do planeta.

Resolução: clique aqui

Exercício 4:
O raio da órbita de Júpiter em torno do Sol é 5,2 vezes o raio da Terra. Determine o ano de Júpiter, isto é, o período da translação de Júpiter em torno do Sol, expresso em anos terrestres. 

Resolução: clique aqui

Exercício 5:
Dois satélites da Terra descrevem órbitas circulares de raios R1 e R2 e de períodos T1 e T2. Sendo R1/R2 = 4, qual é a relação T1/T2? 

Resolução: clique aqui

Cursos do Blog - Mecânica

Gravitação

Johannes Kepler

Johannes Kepler (1571-1630), notável astrônomo e matemático alemão, estabeleceu a forma como os planeta se movem em torno do Sol. Oito são os planetas de nosso sistema solar, na seguinte ordem de distância ao Sol: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.

Kepler foi discípulo do astrônomo dinamarquês Tycho Brahe (1546–1601), tendo herdado precisas observações de seu mestre. Depois de muito estudo enunciou as três leis do movimento planetário, conhecidas hoje como Leis de Kepler.

Leis de Kepler

Primeira lei de Kepler ou lei das órbitas

As órbitas descritas pelos planetas são elipses, com o Sol ocupando um dos focos.

As órbitas descritas pelos planetas são elipses
 
Segunda lei de Kepler ou lei das áreas 

O segmento que une o centro do Sol ao centro do planeta descreve áreas proporcionais aos intervalos de tempo de percurso.

Assim, seja A a área varrida por um planeta num intervalo de tempo Δt.


Podemos escrever, de acordo com a segunda lei de Kepler:

A = K.Δt

K é uma constante de proporcionalidade que depende do planeta.

Observações:

• A relação A/Δt = K recebe o nome de velocidade areolar, sendo uma constante para cada planeta do sistema solar.
• A velocidade de translação de um planeta ao redor do Sol não é constante, sendo máxima quando o planeta está mais próximo do Sol (periélio) e mínima, quando mais distante (afélio).

As áreas varridas são proporcionais aos intervalos de tempo de percurso

Terceira lei de Kepler ou lei dos períodos

O quadrado do período de revolução, de cada planeta ao redor do Sol, é diretamente proporcional ao cubo do semi eixo  maior da correspondente trajetória.

Assim, seja T o período de revolução e R o semi eixo maior da elipse.


Podemos escrever, de acordo com a terceira lei de Kepler:

T2/R3 = constante

Esta constante depende da massa do Sol e da massa do planeta. Como a massa do planeta é muito menor do que a massa do Sol, considera-se que a constante depende somente da massa do Sol, sendo, portanto, a mesma para todos os planetas.


Deste modo, para a Terra e Marte, por exemplo, podemos escrever:

T2Terra/R3Terra = T2Marte/R3Marte

Observações:

• Se a órbita de um planeta for considerada circular, o semi eixo maior é o próprio raio da circunferência que constitui a órbita.
• As leis de Kepler são válidas de um modo geral para quaisquer corpos que gravitem em torno de um outro de massa muito maior.

Quanto maior o semi eixo maior da trajetória, maior é o período do planeta, isto é, maior é o seu ano. O período de Marte é de aproximadamente 1,881 ano terrestre. Já o período de Netuno é de 165,951 anos terrestres.

(Imagens: painéis do Museu Aeroespacial de Washington-DC fotografados por Nicolau Gilberto Ferraro.)

Exercícios básicos

Exercício 1:
Um planeta descreve em torno do Sol a trajetória indicada na figura:


a) Em qual dos pontos indicados a velocidade de translação do planeta é máxima? Qual é o nome dado a este ponto?
b) Em qual dos pontos indicados a velocidade de translação do planeta é mínima? Qual é o nome dado a este ponto?
c) O movimento do planeta de A para B é acelerado ou retardado? 


Resolução: clique aqui

Exercício 2:
A figura representa a órbita da Terra em torno do Sol. A área A1 é varrida em 2 meses e a área A2 em 5 meses. Qual é a relação entre as áreas A1/A2? 


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Exercício 3:
Um planeta descreve uma órbita circular de raio R. O período de translação do planeta é T. Calcule em função de R e T a velocidade areolar do planeta.

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Exercício 4:
O raio da órbita de Júpiter em torno do Sol é 5,2 vezes o raio da Terra. Determine o ano de Júpiter, isto é, o período da translação de Júpiter em torno do Sol, expresso em anos terrestres. 

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Exercício 5:
Dois satélites da Terra descrevem órbitas circulares de raios R1 e R2 e de períodos T1 e T2. Sendo R1/R2 = 4, qual é a relação T1/T2? 

Resolução: clique aqui

domingo, 20 de novembro de 2011

Arte do Blog

A seção “Arte do Blog” vai apresentar, nas próximas semanas, artistas de países de Língua Portuguesa, Angola, Cabo Verde, Moçambique e Portugal, cujos estudantes nos têm honrado com visitas frequentes. Começamos hoje com Angola e a arte de Álvaro Macieira, aproveitando o ensejo para parabenizar o país irmão que no último dia 11 comemorou 36 anos de independência. (Borges e Nicolau)

"Muangolé - Lamentos da Terra", acrílico s/tela

Álvaro Macieira

Álvaro Macieira é jornalista, escritor e pintor. Nasceu a 13 de Maio de 1958, em Sanza- Pombo - Uíge. Esteve durante oito anos nas FAPLA-Forças Amadas de Libertação de Angola, onde se especializou em comunicações. A sua faceta de pintor foi revelada em 1998.


Suas obras pitorescas estiveram em cidades tão diversas com Paris e Moscou. Já fez cinco exposições individuais e participou em pelo menos nove exposições coletivas. Faz parte de coleções particulares em Portugal, Rússia, Brasil, França, Alemanha, Itália, Estados Unidos da América e Inglaterra.


Há quase vinte anos dedica-se à investigação dos vários aspectos da vida cultural angolana, percorrendo o país e tomando contacto com a realidade nacional, consolidando conhecimentos que vêm de sua vivência rural e das experiências vivenciadas nas viagens.

Autor de "Castro Soromenho: Cinco Depoimentos", 1988, Coleção Lavra e Oficina, e poesia," Cantos de Amor", 1992, é membro da União dos Escritores angolanos. (Fonte: União dos Escritores Angolanos)

Saiba mais aqui

sábado, 19 de novembro de 2011

Especial de Sábado

Ganhadores do Premio Nobel de Física

Borges e Nicolau
x
1923
Robert Andrews Millikan, "pela medida da carga elétrica do elétron e pelos trabalhos sobre o efeito fotoelétrico".

iRobert Andrews Millikan (1868-1953), físico estadunidense
x
Robert Andrews Millikan foi distinguido com o premio Nobel de Física, em 1923, pelos seus trabalhos sobre o efeito fotoelétrico e pela determinação da carga elétrica do elétron, utilizando a experiência da gota de óleo: com um atomizador, pequenas gotas de óleo são introduzidas entre as placas horizontais de um capacitor plano. Mediante uma ampola de raios X ioniza-se o ar existente entre as placas. O ar ionizado contém elétrons que se agregam às gotículas de óleo. Analisando as gotas que se movimentam com velocidade constante e impondo que a resultante das forças (elétrica, gravitacional, empuxo e resistência viscosa) é nula, determina-se a carga elétrica de cada gota de óleo. Repetindo-se a experiência para um grande número de gotas, Millikan encontrou valores múltiplos inteiros de 1,6.10-19 C, que é a carga elétrica elementar.
(Na obra “Os fundamentos da Física” Volume 3, 9ª edição, página 253 ou Volume 3, 10ª edição, página 273 está descrita, detalhadamente, a experiência de Millikan).

 

Saiba mais. Clique aqui, aqui e aqui

Próximo Sábado: Ganhador do Premio Nobel de 1924:

Karl Manne Georg Siegbahn, por suas pesquisas em espectroscopia de raios X.

Cursos do Blog - Respostas 16/11

Efeito Fotoelétrico (I)
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Borges e Nicolau
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Exercício de aplicação

O Sr. Phortunato instalou, em sua farmácia de manipulação, um dispositivo conhecido como “olho elétrico”, que, acionado quando alguém passa pela porta de entrada, o avisa da chegada de seus clientes. Na figura abaixo, esse dispositivo está representado esquematicamente.

Clique para ampliar

Observe que a luz proveniente de uma lâmpada passa através de aberturas na lateral do portal e incide numa placa metálica colocada ao lado do mesmo. Essa placa, ao ser iluminada, libera elétrons da sua superfície. O fluxo desses elétrons através do fio constitui a corrente elétrica que passará na bobina, fazendo-a atuar sobre o braço metálico, o que evita o acionamento da campainha.
Quando alguém entra na farmácia, o feixe de luz é bloqueado, e com isso a corrente elétrica no circuito da bobina é interrompida. Dessa forma, a mola, que está distendida e se encontra presa no braço metálico, puxa este e o faz tocar no interruptor do alarme, fechando o circuito do alarme e acionando a campainha. Quando a pessoa acaba de passar pela porta, a luz volta a incidir sobre a placa metálica, a corrente volta a fluir no circuito da bobina e a bobina atrai o braço do alarme, abrindo o circuito do alarme e desativando a campainha. Levando em consideração o que está descrito acima,

A) explicite todas as formas de energia envolvidas no processo, desde o instante em que a pessoa interrompe o feixe de luz no portal até o instante em que a campainha toca;

B) identifique e descreva uma das partes do sistema “olho elétrico” que seja devidamente explicada apenas à Luz da Física Moderna;

C) faça um diagrama esquematizando o braço metálico (de peso desprezível) e represente todas as forças que nele atuam e as intensidades relativas dessas forças, para o caso de estar fluindo corrente na bobina. Suponha que a ação magnética da bobina sobre esse braço esteja restrita ao ponto P da figura e que a distância OM corresponda a um terço da distância OP.

Resolução:

A) Temos as seguintes formas de energia:

• Energia luminosa emitida pela lâmpada

• Energia térmica devido ao efeito Joule na lâmpada, nos fios de ligação e na bateria

• Energia química na bateria

• Energia potencial elástica na mola

• Energia mecânica no martelo da campainha

• Energia eletromagnética na bobina e nos fios de ligação

• Energia sonora emitida pela campainha.

B) Na placa metálica ocorre o efeito fotoelétrico explicado por Einstein, levando em conta a quantização da energia. Einstein propôs que um fóton de radiação incidente, ao atingir o metal, é completamente absorvido por um único elétron, cedendo-lhe a energia h.f. Com isso, os elétrons são emitidos pela placa com energia cinética máxima
EC = h.f – Φ, sendo h a constante de Planck, f a freqüência dos fótons e Φ a função trabalho, isto é, a energia mínima necessária para que o elétron seja liberado da placa. Outra parte do sistema é a lâmpada. A emissão de luz é devida aos saltos quânticos.
 
C) Forças que agem no braço metálico: Fp (força magnética), FM (força da mola) e FO (força do pino).

Clique para ampliar
 
Impondo o equilíbrio:

MO = 0 => FM . d/3 = Fp . d => FM = 3.Fp (1)

F = 0 => Fp + FO = FM (2)

De (1) e (2): FO = 2 Fp

Nota: Exercício proposto no vestibular da UFRN (2001)